Coração em risco: o que você precisa saber (e fazer) para prevenir doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares (DCV) continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Estima-se que cerca de 1 em cada 3 óbitos esteja relacionado a essas condições, que afetam o coração e os vasos sanguíneos — como no infarto e no AVC. Mas não é só a mortalidade que preocupa: o impacto na qualidade de vida dos pacientes e os custos para os sistemas de saúde também são enormes.

Apesar dos avanços da medicina, os fatores de risco continuam presentes no cotidiano de milhões de pessoas — muitas vezes de forma silenciosa. Pressão alta, colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, estresse e até a falta de sono contribuem diretamente para o surgimento dessas doenças.

Fatores de risco: o que está sob seu controle?

Os fatores de risco se dividem em duas categorias:

  • Modificáveis: aqueles que podem ser prevenidos ou controlados, como hipertensão, diabetes, tabagismo, alimentação ruim, sedentarismo, obesidade, estresse e privação de sono.
  • Não modificáveis: idade, histórico familiar e predisposição genética.

Quanto mais fatores de risco uma pessoa apresenta, maior a chance de desenvolver uma doença cardiovascular. Por isso, é essencial identificar precocemente esses riscos e agir sobre os que podem ser modificados.

Prevenção é o melhor caminho

A prevenção das doenças cardiovasculares pode ser feita de duas formas:

  • Prevenção primária: para quem nunca teve problemas cardíacos, o foco está em evitar o aparecimento da doença.
  • Prevenção secundária: para quem já teve um evento cardiovascular (como infarto ou AVC), o objetivo é evitar novas ocorrências.

Ambas as formas envolvem mudanças no estilo de vida, controle dos fatores de risco e acompanhamento médico.

O que você pode começar a fazer agora

  • Alimentação saudável: evite produtos ultraprocessados, reduza o sal, o açúcar e as gorduras saturadas. Inclua frutas, verduras, grãos integrais, fibras e oleaginosas.
  • Atividade física regular: caminhar entre 8.000 e 10.000 passos por dia já ajuda. A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de exercícios moderados por semana.
  • Sono de qualidade: durma entre 7 e 9 horas por noite. O sono ajuda a controlar a pressão arterial, o estresse e a inflamação.
  • Evite o cigarro: o tabagismo aumenta significativamente o risco de infarto e outras doenças cardíacas, inclusive para fumantes passivos.
  • Controle o estresse e o peso corporal: cuide da sua saúde mental e mantenha o equilíbrio entre ingestão calórica e gasto energético.

Você não precisa esperar por um sintoma para cuidar do coração. Pequenas mudanças na rotina fazem uma grande diferença quando mantidas de forma consistente. Quanto antes você identificar os riscos e agir, maiores as chances de viver com mais saúde e qualidade.

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