As Práticas Integrativas Complementares (PICS) são recursos usados para buscar tanto a prevenção quanto a recuperação da saúde, através de um atendimento acolhedor, formação de vínculo entre o profissional-paciente.
No SUS, essas práticas foram instituídas por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas Complementares no SUS (PNPIC), onde há 29 práticas aprovadas para serem utilizadas, trazendo a chance dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), a oportunidade de receber uma assistência diferenciada.
Para aqueles que convivem com o diabetes, as práticas mais indicadas através de estudos científicos são:
- Yoga: está associada a melhorias significativas na glicemia, no manejo de colesterol alto, na pressão arterial, no índice de massa corporal (IMC), na relação cintura/quadril e nos níveis de cortisol;
- Acupuntura: benéfica no controle sobre a glicemia de jejum, a glicemia após duas horas no teste de tolerância à glicose e a hemoglobina glicada;
- Meditação de atenção plena, conhecida por mindfulness, cuja eficácia também foi verificada cientificamente no tratamento da depressão e da ansiedade, apresenta efeitos positivos sobre a diabetes mellitus tipo 2, demonstrados pela redução da hemoglobina glicada (HbA1c);
- Auriculoterapia: eficaz para o diabetes conjuntamente com a redução de peso corporal, do índice de massa corporal (IMC), da circunferência da cintura, da relação cintura-quadril e do percentual de gordura corporal;
- Medicina tradicional chinesa: estudos demonstram que atuam na melhoria da qualidade de vida, promove relaxamento, auxilia na redução do sobrepeso, obesidade e sobre indicadores metabólicos, como hemoglobina glicada, glicemia em jejum, testes de tolerância à glicose de duas horas.
Para isso, é preciso comparecer à unidade básica de saúde, popularmente conhecida como posto de saúde, levando o cartão do SUS e conversar sobre seu interesse em participar das terapias complementares que estiverem disponíveis no local.